{"id":1923,"date":"2015-02-06T17:49:36","date_gmt":"2015-02-06T17:49:36","guid":{"rendered":"http:\/\/ebsv.edu.azores.gov.pt\/wordpress\/?page_id=1923"},"modified":"2015-02-06T17:49:36","modified_gmt":"2015-02-06T17:49:36","slug":"patrono","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ebsv.edu.azores.gov.pt\/?page_id=1923","title":{"rendered":"Patrono"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/ebsv.edu.azores.gov.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/38\/2015\/02\/Henry-e1423244808896.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-25721\" src=\"https:\/\/ebsv-dev.edu.azores.gov.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Henry2-209x300-1-3.jpg\" alt=\"\" width=\"209\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Quinto filho de D. Jo\u00e3o I e de D. Filipa de Lencastre, nasceu no Porto, em 1394, e morreu em Sagres, em 1460. Toda a sua figura est\u00e1 envolta em algum mist\u00e9rio e muita contradi\u00e7\u00e3o. \u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como todos os seus irm\u00e3os, a &#8220;\u00cdnclita Gera\u00e7\u00e3o&#8221;, teve uma elevada educa\u00e7\u00e3o. Participou, em 1415, na conquista de Ceuta, estando encarregado de organizar a frota com as gentes do Norte. Ap\u00f3s a conquista, foi armado cavaleiro, na mesquita de Ceuta, por D. Jo\u00e3o I, seu pai, juntamente com seus irm\u00e3os D. Duarte e D. Pedro. No regresso, foi-lhe doado o ducado de Viseu. Em 1416, D. Jo\u00e3o I encarrega-o dos neg\u00f3cios de Ceuta e da defesa mar\u00edtima da costa algarvia contra os ataques dos piratas mouros. E em 1417 \u00e9 nomeado Mestre da Ordem de Cristo, de cujos recursos se vai servir para a grande empresa mar\u00edtima.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 As motiva\u00e7\u00f5es e os objectivos das navega\u00e7\u00f5es que ordenou t\u00eam sido muito discutidas e muito diferenciadas. O que n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida \u00e9 que o infante D. Henrique foi o condutor da expans\u00e3o ultramarina, com as motiva\u00e7\u00f5es e os objectivos a terem uma evolu\u00e7\u00e3o natural. As primeiras navega\u00e7\u00f5es chegam a Porto Santo (1419) e Madeira (1420), que logo procura colonizar, pois um dos motivos \u00e9 o econ\u00f3mico, isto \u00e9, ter acesso \u00e0s mat\u00e9rias-primas (como o ouro do Sud\u00e3o), abastecer o reino dos bens que lhe faltam (como os cereais) e desviar as rotas comerciais africanas a favor de Portugal. A estes motivos teremos de juntar o pol\u00edtico, com a posse de novos dom\u00ednios, ao mesmo tempo que se alargam os horizontes de interven\u00e7\u00e3o da nobreza, e o religioso, inserido numa \u00e9poca em que os Turcos eram uma amea\u00e7a para a Europa e em que se falava na exist\u00eancia de um reino crist\u00e3o em \u00c1frica, a Terra do Preste Jo\u00e3o, e que se queria atingir contornando a \u00c1frica.\u00a0 Para que tal empresa fosse poss\u00edvel, o infante D. Henrique instala-se em Lagos, procura rodear-se de cart\u00f3grafos e de gente experimentada na navega\u00e7\u00e3o, e procura obter o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00f5es acerca das terras a demandar e dos novos conhecimentos de navega\u00e7\u00e3o. A partir de 1422 o Infante envia todos os anos barcos a explorar a costa africana, estudando os ventos e correntes e as novas formas de navega\u00e7\u00e3o no mar alto. Em 1426 passa-se o Cabo N\u00e3o e em 1427, no regresso de uma viagem, levados pelo vento, os navegadores chegam \u00e0 parte oriental dos A\u00e7ores, cujas ilhas logo v\u00e3o ser povoadas. V\u00e3o-se aperfei\u00e7oando os instrumentos n\u00e1uticos, como o astrol\u00e1bio e o quadrante, bem como cartas de marear mais perfeitas. Finalmente, em 1434, Gil Eanes passa o Cabo Bojador, pondo fim \u00e0 lenda do Mar Tenebroso e abrindo novas perspectivas ao avan\u00e7o das navega\u00e7\u00f5es, que v\u00e3o prosseguir em grande ritmo. Atinge-se Arguim, a foz do Senegal, Guin\u00e9 e Serra Leoa, ainda em vida do Infante.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mas o infante D. Henrique n\u00e3o est\u00e1 alheado de outros acontecimentos nacionais: em 1431 \u00e9 nomeado protector da Universidade de Lisboa, onde vai reorganizar os estudos, introduzindo o estudo da Matem\u00e1tica e da Astronomia; participa na tr\u00e1gica expedi\u00e7\u00e3o a T\u00e2nger (1437), na conquista de Alc\u00e1cer Ceguer (1457), bem como na crise entre seu irm\u00e3o D. Pedro e o sobrinho D. Afonso V, que culminou na batalha de Alfarrobeira (1449).Ao mesmo tempo, o infante D. Henrique trata da defesa dos interesses portugueses junto do Papa, pedindo bulas que outorgavam a posse das ilhas e territ\u00f3rios entretanto descobertos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O infante D. Henrique \u00e9 uma das figuras mais marcantes da nossa Hist\u00f3ria.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Quinto filho de D. Jo\u00e3o I e de D. 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